Coleções

Caro, teus passos preenchem as lacunas Mas és de persistência saudosista! Seguras recordações cruéis, impenitentes Ignoras o ar que te cerca, cheiras o pó Ao teu lado há perfume da ternura, teu aroma preferido Mas estás sem olfato, estás cego, estás surdo Prendeste teu olhar em ilusões, Guardaste teus ouvidos para melodias melancólicas E tua vida passa. Tuas desventuras crescem Colecionas os afetos das fotos fugazes Esqueces … Continuar lendo Coleções

Ex e amor

Mô, Não poupe amor Entregue o que mais tem transcendendo o aquém Sonhe além com seu novo bem Esqueça excessivos poréns Mô, Não conte o amor Contemple estrelas, poesias, ousadias Rompa nostalgias diluindo nossos dias Encontre novas vias Mô, Não conte Conte-me Seu sorriso está mais vívido do que costumava ser? Seu amor se faz nítido sem dores a esconder? Mô, (Não) Tente! Somos um … Continuar lendo Ex e amor

(In)justamente

Fiz as contas, repeti contagens, confrontei os números Quantas concessões te fiz? Quantas concessões me fizeste? Chego às incógnitas incalculáveis. Às somas de equívocos. Às dízimas… Eis nossas igualdades improváveis. Nossas desigualdades evidentes. Religados os pontos, revividas as lembranças, consultados os astros Onde estive? Apegado a egoísmos? Dominado por teus anseios? Tomo-me pela pulsão (ir)racional. Pelo coração em devaneios. Pela (in)sanidade. Constato nossos colapsos. Nossos caminhos … Continuar lendo (In)justamente

O que vem é perfeição

  No ato das duras palavras rasgadas Dos abraços ignorados Elogio poupado Espinhos em teu peito Onde estás? No instante da indiferença acetinada Dos lábios ressecados Semblante resignado Cortes em teu peito Onde estás? No toque de mãos à deriva Do olhar que não te fita Fala ferina Dores em seu peito Onde estás? Na presença humana extinta Da visão perdida Solidão vivida Cicatrizes em … Continuar lendo O que vem é perfeição

“Peladeiragem”

E dona Suelânia apita. Francinaldo chuta pra o Zé da Padaria, Zé repassa pra o Miranda que parte para o ataque aos gritos do Mirandinha: “Sebo nas canela, painho”. Miranda dribla o primeiro, dribla o segundo e, na cara do gol, chuta a canela do Juarez. E é falta! Suelânia, esposa do Juarez, vizinha do Miranda e comadre do Zé, apita. O time oposto grita … Continuar lendo “Peladeiragem”

O que quero

Eu quero um olhar que se atenha ao meu sem medo Abraços que não precisem ser contados em tempos Sorrisos despreocupados e leves como o vento Conversas triviais sobre cores, sons e sentimentos Eu quero promessas que, embora promessas, sejam consistentes Aconchego ao não me sentir forte o suficiente Beijos incontáveis, espontâneos, convincentes Que alimentem meus anseios de um afeto que não dói, mas é … Continuar lendo O que quero